O legado de José Rodrigues da Silva, o popular Nhô Juca, será eternizado em um documentário que chega às telas em 2026, 45 anos após sua morte. Natural de Araçoiaba da Serra, Nhô Juca construiu uma carreira que o transformou em uma figura nacionalmente conhecida em uma época sem internet, impulsionado pelo poder do rádio. A obra, intitulada “Nhô Juca: O Homem e o Mito”, é fruto de oito anos de pesquisa do jornalista Celso Fontão Júnior e promete emocionar o público com a história do artista que começou como ordenhador e boiadeiro para se tornar um ícone da comunicação no interior de São Paulo.
Sua trajetória artística decolou em 1952, quando foi contratado pela Rádio Cacique de Sorocaba. O talento como humorista e animador logo chamou a atenção de Salomão Pavlovsky, que o levou para a Rádio Vanguarda, também em Sorocaba. Foi lá que Nhô Juca consolidou sua fama, especialmente com um programa matinal que o mantinha em contato direto com o público. Por 28 anos, sua voz foi sinônimo de música sertaneja, humor e entretenimento no rádio, tornando-se uma presença familiar em milhares de lares.
A versatilidade de Nhô Juca extrapolou os estúdios. Ele se aventurou pelo cinema, atuando nos filmes “Quelé do Pajeú” (1968) e “Sertão em Festa” (1970), e compôs um samba em parceria com Ataulfo Alves Júnior. Nos circos da região, era atração certa com seus quadros humorísticos “Viola contra guitarra” e “Casamento do Nhonhô”. Além disso, organizava eventos de cururu e shows, sendo um agente cultural fundamental para a cena sertaneja de sua época.
O lançamento do documentário será um evento especial, com sessões gratuitas em três cidades. A estreia acontece em Sorocaba, no dia 27 de fevereiro, às 20h, no CinePlay (Shopping Sorocaba), sala 5. No dia seguinte, 28 de fevereiro, o documentário será exibido em Itu, às 10h, na Sala 3 do Cine Plaza Shopping. A última sessão confirmada será em Mairinque, no dia 28 de março, às 20h, no Espaço Cultural da cidade. Os ingressos para todas as sessões são gratuitos e devem ser retirados nas bilheterias dos respectivos locais.
Nhô Juca faleceu em Sorocaba no dia 28 de fevereiro de 1981, deixando a esposa, Dona Maria Aparecida, e três filhas. O documentário não apenas celebra sua contribuição artística, mas também reafirma sua importância como um dos araçoiabanos mais ilustres, cujo talento e carisma transcenderam as barreiras tecnológicas de sua época para conquistar o país.



