O sonho de se tornar uma policial feminina não foi por acaso. Lilian Miranda da Cruz, a cabo Lilian, de 54 anos, é hoje a policial militar com mais tempo de serviço na Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Ela decidiu se inspirar no pai, o tenente Miranda, para ingressar, em 1996, na carreira militar. Hoje, com 27 anos na corporação, é mais uma das mais de 11 mil policiais militares que comemoram o Dia da Policial Militar Feminina nesta sexta-feira (12). A data foi instituída pela Lei 11.249, em 2022, que homenageia as PMs que trabalham para garantir a segurança da população.
“Meu pai foi meu espelho, foi um modelo, um exemplo a ser seguido. Por isso, hoje estou aqui”, relatou a PM, que descreveu se sentir honrada em servir à sociedade por meio da instituição e destacou a relevância de seu papel. “Sei da minha responsabilidade com as próximas gerações e sei como um bom serviço e exemplo podem afetar os futuros participantes da Polícia Militar”, completou.
A cabo atuou durante seis meses no Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) e depois foi transferida para a sede da pasta, onde desempenhou diversas atividades em vários setores. “Já passei por funções administrativas, como assistência militar, secretária adjunto, secretária do secretário e recepção, e agora estou na parte mais ostensiva”, descreveu. Atualmente ela compõe o corpo da guarda na sede da pasta, responsável por garantir a segurança do prédio.
Ao longo dos 26 anos que atua na sede da secretaria, a cabo já presenciou diversos fatos inéditos. Entre eles, a primeira vez que um secretário da Segurança Pública vem da própria Polícia Militar. Ela também destacou que, durante sua jornada na pasta, diversas habilidades foram desenvolvidas para que pudesse desempenhar melhor sua função, como a empatia. “A empatia foi, sem dúvidas, uma das melhores ferramentas desenvolvidas por mim aqui. Me colocar no lugar do outro e estrar sempre à disposição para ajudar é uma das minhas missões na instituição”, ressaltou.
Mãe de três filhos – Guilherme, de 22 anos, Jenifer, de 34, e Eric, de 35 –, a policial relata que é, para eles, fonte de orgulho, pois é vista como uma “guerreira e batalhadora”, que se empenha para ser a melhor pessoa dentro e fora do trabalho.
Com saúde e vigor, ela deseja encerrar a carreira militar, quando chegar o momento, sendo sempre lembrada como uma “pessoa solicita, que honrou a farda e cumpriu com maestria os propósitos da corporação”.


