Uma história comovente e curiosa tem circulado pelas redes sociais e sites de notícias nos últimos dias: a de um cãozinho colombiano chamado Negro que, em uma escola, aprendeu a “comprar” biscoitos com folhas, imitando o comportamento dos estudantes que pagam com dinheiro na lanchonete. Mas afinal, qual é a origem dessa informação? O caso é real ou mais uma lenda da internet? Uma equipe de inteligência investigativa mergulhou nos registros públicos, na imprensa local e internacional para traçar a rota completa dessa história que conquistou o mundo.
A PRIMEIRA APARIÇÃO PÚBLICA
A primeira aparição pública da história de Negro ocorreu no dia 22 de janeiro de 2025, quando o jornal local El Espectador, um dos mais tradicionais da Colômbia, publicou uma reportagem intitulada “La historia de Negro, el perro que ‘paga’ con hojas sus galletas en una escuela de Casanare”. A matéria trazia entrevistas exclusivas com funcionários da escola e as primeiras fotografias do cão.
No dia seguinte, 23 de janeiro, a notícia foi replicada pela agência de notícias AFP (Agence France-Presse), que produziu um vídeo com imagens do cachorro e entrevistas em espanhol, dando maior alcance internacional ao caso. A partir desse momento, a história começou a viralizar em portais de todo o mundo.
O LOCAL E OS PERSONAGENS REAIS
A investigação confirma que a história se passa no Instituto Educativo Técnico Diversificado de Monterrey, localizado no município de Monterrey, no departamento de Casanare, na Colômbia. A região é conhecida por sua atividade agropecuária e fica a cerca de 380 quilômetros a leste de Bogotá.
Os personagens citados nas reportagens são reais e foram identificados:
Gladys Barreto: Atendente da lanchonete da escola há vários anos. Foi ela quem testemunhou a primeira “compra” de Negro e quem “aceita” as folhas como pagamento diário. Em entrevista ao El Espectador, ela declarou: “Ele vem comer biscoitos todos os dias. Ele sempre paga com uma folha. É a sua compra diária”.
Angela Garcia Bernal: Professora da instituição, foi uma das primeiras a notar o comportamento do cão e a compartilhar a história com outros educadores. Em depoimento à AFP, ela disse: “Quando você o vê pela primeira vez, quase quer chorar. Ele encontrou uma maneira de se fazer entender, ele é muito inteligente”.

A DIREÇÃO DA ESCOLA
A investigação localizou também declarações da direção do Instituto Educativo Técnico Diversificado de Monterrey. Em nota à imprensa regional, a escola confirmou que Negro vive no local há cerca de cinco anos, tendo sido adotado informalmente pela comunidade escolar. A direção informou que o cão recebe cuidados básicos como água, comida e atenção veterinária quando necessário, e que a história das folhas é real e acompanhada de perto pelos funcionários.
A EQUIPE DE APOIO
A escola conta com uma equipe de funcionários que voluntariamente cuida de Negro, incluindo zeladores, professores e a própria Gladys Barreto. Não há um programa formal, mas o cão é alimentado diariamente e dorme nas dependências da instituição, onde circula livremente pelos pátios e corredores.
CONTEXTO E VERACIDADE
A história de Negro é factual e foi amplamente documentada por veículos de imprensa respeitados. O comportamento do cão, observado por dezenas de testemunhas ao longo de meses, consiste em catar folhas do chão e levá-las até a atendente da lanchonete, recebendo em troca um ou dois biscoitos. A equipe da escola limitou a quantidade a dois por dia para evitar problemas de saúde no animal.
O caso ganhou repercussão internacional por ilustrar, de forma lúdica e emocionante, a capacidade de aprendizado e adaptação dos cães, que são capazes de observar comportamentos humanos e replicá-los dentro de suas possibilidades. Especialistas em comportamento animal consultados por veículos como a BBC e o National Geographic reforçaram que a história é plausível e condizente com a inteligência canina.
CONCLUSÃO DA INVESTIGAÇÃO
Após análise cruzada de fontes primárias (imprensa local colombiana), secundárias (agências internacionais) e terciárias (veículos que replicaram a informação), a equipe de inteligência conclui que a história do cão Negro é VERDADEIRA. O primeiro registro público data de 22 de janeiro de 2025, no jornal El Espectador, na Colômbia. O caso ocorre no Instituto Educativo Técnico Diversificado de Monterrey, departamento de Casanare, e envolve pessoas reais com nomes e funções identificadas.
A história permanece ativa, com Negro ainda frequentando diariamente a lanchonete da escola para realizar sua “compra” com folhas, sob o olhar atento e carinhoso de professores, alunos e funcionários.
==============================
Edição: Aurélio Fidêncio
Clickaraçoiaba. A voz confiável da cidade desde 1999.



