Em seu primeiro discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou que o país deixará de lado sua posição de neutralidade histórica para liderar a defesa das liberdades individuais. Durante o pronunciamento, Milei criticou fortemente a agenda global da ONU, afirmando que suas políticas promovem restrições à liberdade e à soberania dos Estados.
Milei abordou diversos temas relacionados à atuação da ONU e sua interferência nas decisões nacionais. Ele destacou que seu governo não apoiará nenhuma medida que restrinja o comércio ou a liberdade individual. Em tom de crítica, o presidente argentino expressou seu desacordo com o “Pacto para o Futuro”, documento assinado por diversos países com propostas para enfrentar desafios globais como sustentabilidade e segurança internacional, e que foi rejeitado pela Argentina.
O líder argentino afirmou que seu país se posicionará na vanguarda da defesa da liberdade, convidando outras nações a unirem forças contra o que ele chamou de “agenda coletivista”. “A partir de hoje, saibam que a República Argentina vai abandonar sua neutralidade histórica e se aliar na luta pela liberdade”, disse Milei. Ele também fez críticas ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, referindo-se à entrada de países como Cuba e Venezuela, que chamou de “ditaduras sangrentas”.
Milei concluiu seu discurso defendendo uma nova abordagem para a ONU, que privilegie a soberania nacional e a liberdade dos indivíduos. “Convidamos todos os países livres a se unirem à nossa nova agenda, a Agenda da Liberdade”, finalizou, deixando clara sua visão de que a organização deveria reavaliar suas diretrizes globais.


