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Sinal de supernova antiga é encontrado em rochas do Pacífico e intriga cientistas

Anomalia radioativa de mais de 10 milhões de anos pode revelar explosão estelar próxima que deixou marcas profundas na Terra

Rochas coletadas no fundo do Oceano Pacífico revelaram uma assinatura radioativa que pode ter sido causada por uma supernova relativamente próxima da Terra. O indício é um pico inesperado de Berílio-10, um isótopo raro produzido quando raios cósmicos atingem a atmosfera. A idade desse material coincide com o período em que o Sistema Solar atravessava a chamada Onda Radcliffe, uma imensa nuvem de gás responsável pelo nascimento de várias estrelas.

A investigação utilizou dados do telescópio espacial Gaia para reconstruir o movimento de milhares de aglomerados estelares ao longo de milhões de anos. Com isso, os pesquisadores calcularam que existe cerca de 70% de probabilidade de uma estrela ter explodido em supernova a aproximadamente 300 anos-luz da Terra — distância considerada próxima em termos astronômicos — exatamente na janela de tempo registrada nas amostras.

Entre os principais candidatos estão os aglomerados ASCC 20 e OCSN 61. Esses grupos estelares apresentam características compatíveis com ciclos de formação e morte de estrelas capazes de gerar supernovas. Embora não haja uma confirmação definitiva, o alinhamento dos dados reforça a hipótese de que um desses aglomerados tenha sido o responsável pelo fenômeno detectado na geologia terrestre.

A presença do Berílio-10 sugere que a explosão estelar pode ter aumentado o fluxo de radiação cósmica que atingiu o planeta, influenciando processos atmosféricos e possivelmente até o clima da época. Apesar disso, os cientistas destacam que o evento não ofereceu risco direto para a vida, já que ocorreu a uma distância segura. O interesse atual está em entender como fenômenos cósmicos extremos deixam rastros naturais preservados por milhões de anos.

A pesquisa segue em expansão, com novas análises planejadas para amostras de sedimentos, minerais e núcleos oceânicos. Modelos estelares atualizados também devem ajudar a identificar qual estrela, de fato, explodiu naquele período remoto. O estudo reforça que a interação entre astronomia e geologia pode revelar capítulos desconhecidos da história do Sistema Solar e da própria Terra.

Aurélio Fidêncio
Aurélio Fidênciohttps://clicksorocaba.com.br
Atuando na comunicação digital desde 22 de outubro de 1999.
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