Entre os dias 19 e 23 de setembro, a Floresta Nacional de Ipanema, em Iperó, foi atingida por um incêndio de grandes proporções. Bombeiros, brigadistas, defesa civil, moradores e empresas locais se uniram em uma verdadeira força-tarefa para conter as chamas, evitando que os danos fossem ainda maiores.
Apesar do esforço coletivo, um ponto causou indignação: a falta de reconhecimento público a quem atuou diretamente no combate ao fogo. Voluntários e empresários que disponibilizaram veículos, equipamentos e horas de trabalho não receberam a devida valorização, nem da sociedade, nem da imprensa, tampouco das autoridades locais.
Nas redes sociais, o prefeito de Iperó optou por criticar o Exército Brasileiro, ignorando que a base instalada no município pertence à Marinha, voltada a pesquisas científicas e sem estrutura para enfrentar incêndios. A cobrança por apoio federal pode ser legítima, mas precisa levar em conta o contexto: o período de estiagem aumenta queimadas em várias regiões do país e já existem órgãos específicos custeados para essa missão, como bombeiros e brigadistas.
Mais do que críticas, seria justo reconhecer o papel de todos que, muitas vezes anonimamente, arriscaram-se para proteger a floresta. Gratidão deveria vir antes da cobrança.



